Razão serve para normatizar a comunicação entre seres humanos diversos. Elimina sutilezas individuais em nome da comunicação. A a comunicação existe em função da necessidade de compreenção pelo outro. A compreensão traz, finalmente, a tão querida aceitação. Submissão é o preço da aceitação.
A razão não traz libertação, no máximo, impressiona.
Ninguém vê que já é o bastante?
Involuntariamente, findo
chora
que é trancado o acesso
à sua vida
depois de passar dias
tentando não descobrir
obviedades mentirosas
da submissão abençoada
coroa
com sangue tua glória
que perdeste neste instante
secou com a luz
mentirosa, pois escura
em infinitos
que, sem braços
você jamais alcançará
Quarta-feira, Novembro 19, 2003
Quinta-feira, Novembro 13, 2003
o culto de si mesmo
parece interessante
quando manhãs mal anoitecidas
punem pelo tempo
a pressa
do fim
contrastam, porém, com o real
da certeza
do nada
intencionalmente amargurado
rasga litros
com o ardor necessário
ao caos, latente
o ódio, em gargalhadas
responde pelo involuntário
amor pela desgraça
parece interessante
quando manhãs mal anoitecidas
punem pelo tempo
a pressa
do fim
contrastam, porém, com o real
da certeza
do nada
intencionalmente amargurado
rasga litros
com o ardor necessário
ao caos, latente
o ódio, em gargalhadas
responde pelo involuntário
amor pela desgraça
Quinta-feira, Outubro 02, 2003
a estática da tristeza frente a um mundo de inércia
não sei de onde vêm estes castelos
e montes de ventos
que sob o calor, congelam esperanças
tecem a consonância
de estar sempre parado
ecoam, ecoam as virtudes
aprisionadas
sem chance de viver, existir
pois lá fora, é pouco...
quase nada
e sorriem verdejantes
os pouquinhos alegretes
contentinhos e infames
que comem carne, e comem, e comem
não sobra nada pra ti, de ti
se foi
findou
mas não se esquece
não passarão!
com gosto, com força
entre soluços ou tremores
triunfo, triunfo
não sei de onde vêm estes castelos
e montes de ventos
que sob o calor, congelam esperanças
tecem a consonância
de estar sempre parado
ecoam, ecoam as virtudes
aprisionadas
sem chance de viver, existir
pois lá fora, é pouco...
quase nada
e sorriem verdejantes
os pouquinhos alegretes
contentinhos e infames
que comem carne, e comem, e comem
não sobra nada pra ti, de ti
se foi
findou
mas não se esquece
não passarão!
com gosto, com força
entre soluços ou tremores
triunfo, triunfo
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