a estática da tristeza frente a um mundo de inércia
não sei de onde vêm estes castelos
e montes de ventos
que sob o calor, congelam esperanças
tecem a consonância
de estar sempre parado
ecoam, ecoam as virtudes
aprisionadas
sem chance de viver, existir
pois lá fora, é pouco...
quase nada
e sorriem verdejantes
os pouquinhos alegretes
contentinhos e infames
que comem carne, e comem, e comem
não sobra nada pra ti, de ti
se foi
findou
mas não se esquece
não passarão!
com gosto, com força
entre soluços ou tremores
triunfo, triunfo
quarta-feira, outubro 01, 2003
sobrehumana rexistência
neste grande jardim elétrico
motosierras à vontade
cantam gritos e zunzunes
parece pouco, mas sangra a valer
não há que olhar com bolas de vidro
que refletem e não esquentam
soltam raios, respiradas
quando sente gargalhadas
a que ir?
sufocante, exitante
foge que é melhor!
que logo em breve os cães te pegam
não pensa, porra!
olha!
não é pra ti, é pra mim
neste grande jardim elétrico
motosierras à vontade
cantam gritos e zunzunes
parece pouco, mas sangra a valer
não há que olhar com bolas de vidro
que refletem e não esquentam
soltam raios, respiradas
quando sente gargalhadas
a que ir?
sufocante, exitante
foge que é melhor!
que logo em breve os cães te pegam
não pensa, porra!
olha!
não é pra ti, é pra mim
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