sábado, dezembro 21, 2002

Fogo

minha lingua é como lâmina
e minhas palavras afiadas
sei disso
não preciso de muitos golpes para ferir alguém
nem de muito tempo para ferir a mim
cada sílaba que soa de minha boca
atinge ouvidos e corações sem perdão
a cada frase que pronuncio
ponho tudo a perder
sem ao menos a intenção de apostar
arrisco minha vida em palavras
que não precisariam ser ditas
e que não causariam estragos se assim fosse
mas eu odeio ter que medir palavras
prefiro então não usa-las
e calar-me
pois se não querem ouvir o que tenho a falar
mantenham-se longe de meus sentimentos
e terão a segurança que sempre quiseram
ouçam meu silêncio
pois viver comigo é como descer escadas ajoelhado
jamais se estará seguro
não me agrada a idéia de precisar escolher as palavras certas
por que precisaria se no fundo todas são iguais?
não me agrada também saber
que o que sai de meu peito não é o que chega em minha boca
e o que sai de minha boca nunca chega aos ouvidos que se prestam
tudo o que desejo transmitir se perde no ar
e como o hidrogênio, entra em combustão
e o que era pra ser sentimento vira destruição
e depois que tudo se queima
o que sempre resta é o deserto de minha solidão
mas eu odeio ter que limitar minhas palavras
eu odeio ter que limitar meus sentimentos
eu odeio precisar ser entendido

sexta-feira, dezembro 20, 2002

Ecos

sorrindo eu olho para as pessoas
mas no fundo eu sei, não é um sorriso que me reflete
meus sentimentos, tão profundos, estão longe de aparecer
escondidos dentro de mim, em algum lugar perdido
talvez até de mim mesmo e do mundo
não ousam aparecer, mas fazem sentir sua presença
como uma estaca que atravessa o pulmão
e não te deixa aliviar a respiração, ofegante
é a sensação de colher frutos estragados
de sementes plantadas não se sabe onde
e o sorriso, já nunca sincero, se transforma
e se mostra, agora, como um olhar vazio
que talvez seja mais sincero, pois nada mostra além de si
um par de olhos que não veêm
apenas procuram algo em meio ao nada

domingo, dezembro 15, 2002

Talvez

sorrir com a cara da tristeza
faz parte do meu dia-a-dia
viver a vida mal vivida
olhar com os olhos da cegueira
andar pra frente em marcha ré
falar com a voz da hipocrisia
faz parte do meu dia-a-dia
respirar o ar da convivência
amar o ódio inalcançado
sentir o cheiro do desprezo
ouvir a voz da agonia
faz parte do meu dia-a-dia
iludir a própria alegria

mundo

todos os dias eu acordo
com vontade de sorrir
todos os dias adormeço
com vontade de gritar

ir

sorrindo eu chego lá
é tudo fácil de alcançar
ninguém nunca me parará
mas no fundo eu sei
que sorrindo eu não saio do lugar

segunda-feira, dezembro 02, 2002

Oniricamente Bemfeliz

abruptamente interrompida a alegria
do infeliz que sonhou em pleno dia
viu tudo o que o motivava cair por terra
em menos de 5 segundos de agonia
tempo de confusas ilusões
não sabia mais o que era seu ou de morfeu
se seu amor era real ou fantasia
se seu mundo era falso ou existia
se sua vida ruia ou ressurgia
desistiu então de tentar compreender
e quis, de vez, fechar os olhos
interrompido novamente foi seu sono
"acorda vagabundo!"
...em mais um amanhecer
Rumo ao chão

do alto da janela vejo a cidade
parada frente ao alvo que a espera
sileciosamente estúpida
abro os olhos pra ver o chão que se aproxima
e espero então pelos gritos e olhares
que a cidade finge ter
logo logo nada haverá
tudo é efemero na imensidão amontoada
nada fica, nada há
tudo o que me resta agora
é pular
e esquecer
de tudo o que a cidade nunca há de lembrar

segunda-feira, novembro 04, 2002

Falta

sinto falta de ter o que olhar
sinto falta do passado que se foi
sinto falta do momento que vivi
sinto falta do que nunca existirá

as vezes sinto falta de mim
sinto falta até do dia que acabou
da alegria que não veio
do sorriso que escapou

sinto falta do amor em (da) minha vida
e da tristeza de perdê-lo (a)
sinto falta de sonhar
sinto falta de errar

sinto falta de quem morreu
sinto também de quem ainda vive
mas não sabe que existe
sinto falta de quem me esqueceu

sinto falta, quase sempre
de ter o que escolher
pra não poder, e então sentir
sinto falta de viver

sinto falta do que tive
e também do que terei
sinto falta do impossível
sinto falta de querer

quinta-feira, outubro 24, 2002

Confissão (ou desabafo)

Vote Nulo e vá VOCÊ mudar o mundo em que VOCÊ vive. Nem que esse mundo seja sua escola, seu bairro ou simplesmente a mente inviolável de seus amigos.

Mas olhem bem, se eu digo "vote nulo e vá a luta" significa o que? Significa que eu quero mudança, significa que eu acho que mudanças são extremamente necessárias. E que mudanças são essas? São as mudanças sociais. Devido a minha ideologia (essa palavra é perigosa, leiam "ótica"), eu verei sempre a sociedade em primeiro plano. E se eu acreditasse que a via "legal" fosse um caminho "legal" para conseguir mudanças sociais, certamente a minha opção não poderia ser pela opção da continuidade, pela opção que não demonstra mudança alguma, mesmo que singela.

Pra mim, uma nação forte é uma nação bem alimentada, nutrida biológica e intelectualmente. Nação soberana é uma nação feita de indivíduos que tem soberania sobre si mesmos. Liberdade. Liberdade sempre é o começo, o meio e o fim da minha luta. Da liberdade de agir à de pensar. Mas como ser livre na miséria? Um defunto não é livre, não fora dos livros de filosofia e poesia.

Não me importa se o país onde vivo é o oitavo, primeiro ou décimo-quinto país mais rico do mundo. Pouco me importa. Pouco me importa se no próximo governo o país vai ficar mais rico ou não. Tenho certeza que no próximo governo EU não vou ficar rico, mesmo que o país o fique. Quando um país, o brasil em especial, enriquece, quem fica rico? É você? Não. E quando ele empobrece, quem empobrece? É você? Sim. Parece confuso, né? E é! Sabe por que? Porque as elites só aceitam o que é lucro. Jamais na história do brasil a nossa situação melhorou. Se melhorou foi por acaso. Se melhorou foi porque o dominador da época foi inteligente e reservou uma parte do lucro pro "cala-boca". Getúlio nos calou. Esse país miserável nunca teve uma revolução. Mudança quase não teve. Ruptura? Nenhuma! Elite ambiciosa e governantes vendidos. Que bela dupla. Foi sempre assim. Isso quando os dois não foram um. Mas mesmo eu sendo um pessimista, autodestrutívo, negativista e tudo o que de mais decadente que possa ser um ser humano, eu espero que se, pela primeira vez na história, for eleito um presidente realmente feito de nós, eu gozo. Não porque eu goste da pessoa ou do partido. Não gosto nem desgosto, o que já poderia ser considerado um privilégio :). A luta dele talvez não seja a minha luta, mas se ele realmente conseguir concretizar o que se espera que ela queira, eu ficarei extremamente grato a ele. Ficarei grato por melhorar a condição de vida da população. Ficarei grato por tirar das trevas da ignorância toda uma multidão que, desde sempre, só soube ser guiada pelo pescoço. Ficarei grato por ele tornar mais fácil a minha luta. Ficarei grato por ele proporcionar um capítulo novo, inédito, nos futuros livros de história do brasil, fazendo com que talvez meus futuros alunos tenham algum estímulo em estudar essa "disciplina" tão monótona. :). A maioria dos que têm a mesma luta que a minha talvez não pensem dessa forma, mas se realmente forem companheiros de luta eles a aceitarão e a respeitarão. Você quer um país rico, PRA ELES ? Você quer alta tecnologia, PRA ELES? Você quer TUDO PRA ELES e NADA PRA VOCÊ?


Eu quero mudança, essa que pode vir não é a mudança que eu quero (nem mesmo acredito muito que vá ocorrer), mas não vai de encontro a ela. Mas por que eu seria egoísta e querer a minha mudança para todo o mundo se o que todo o mundo quer não é a minha mudança? O que me resta é pegar a espada, o escudo e o capacete e lutar no "exército de um homem só", defendendo a minha individualidade. Mas não quero acreditar no que acredito. Quero crer que a condição das pessoas melhorará, ainda que a muitos passos do que é o ideal. Se toda jornada começa com um pequeno passo, pouco importa que esse primeiro passo tenha sido dado por alguém que queria que o primeiro fosse o ultimo passo. Pra que orgulho? Orgulho na miséria?

Tenho orgulho de ser um utopista, mas morreria de vergonha se eu me tornasse um orgulhoso.

segunda-feira, outubro 14, 2002

Ser

Sempre longe de acordar
Há tanto tempo pra sonhar
Tristeza eterna
Nunca há de acabar
Melancolia profunda
Comigo há de acabar

Todo sonho tem seu fim
A ilusão já não me faz sorrir
O que esperar de uma vida que só faz chorar?
Há mesmo sempre um caminho?
Estou quase cego de tanta luz
Não sei mais pra onde olhar

Tanto esperar me faz cansar
No entanto, alternativa é o que não há
Será que um dia vai mudar?
Será que um dia vou mudar?

A cada dia que passa
Abro mão de um pedaço de mim
Sem nunca receber em troco nada assim
Continuando desse jeito
---
Eu vou deixar de existir

domingo, outubro 13, 2002

Esperança

segurar a mão da vida
acreditar na própria sorte
curar minhas feridas
não esperar mais pela morte

a vida é uma até morrer
o tempo curto pra aprender
pra que morrer? pra que morrer?

voar nas asas do prazer
na ansia de esquecer o que é sofrer
lembrar, pensar e ver
que em cada dia há um amanhecer

o tempo é todo pra sonhar
a liberdade faz voar
pra que acordar? pra que acordar?

perderei tempo se sorrir?
pode ser, prefiro assim
se isso é tudo que tenho aqui
pois me responda, pra que fugir?

o espaço é muito pra sumir
por que temer o que há por vir?
não vou cair! não vou cair!

quarta-feira, setembro 25, 2002

O Dia de Hoje

amanhã é outro dia
mas que dia será amanhã?

longe das incertezas do futuro
estão os descontentamentos com o presente
e a constatação da desgraça
vivenciada e consumada diariamente
por milhares de milhares de exércitos
exércitos formados por zilhões de não-pessoas
sorridentes e constantes
em sua marcha involuntária
assegurando a insegurança
de um futuro previsível
e por isso medonho

triste esperança esperar o inesperado
e não prever pelo passado
a certeza de um futuro
tão certo quanto errado

amanhã é outro dia
mas aliás... que dia é hoje?

segunda-feira, junho 17, 2002

Drama

se isso tudo é só jogo duro, amor
saiba agora que eu sou um péssimo jogador
dizer não querendo dizer sim é coisa de idiota
e eu não estou disposto a brincar de adivinha

não é justo eu me abrir com você
e você vir com palhaçada
o que eu quero é uma resposta
não uma charada

se eu gosto de você / isso pode mudar
quanto tempo mais eu devo aguentar?

brincadeira tem limite
se o mundo pra você é engraçado
pra mim ele é um saco
sim! estou estressado!
é que eu já cansei de ser palhaço

então, mulher
por favor deixe tudo público
responde logo e me manda pro inferno
porque com certeza lá é pior
que a vida nesse purgatório

segunda-feira, junho 10, 2002

Tudo Errado

Tudo errado. Está sempre tudo errado. Não estou com vontade de escrever, não estou com vontade de ler, não estou com vondade de nada, nem mesmo de ser. E não farei nada disso enquanto não me houver estímulo para fazer. Estou sozinho.

segunda-feira, maio 27, 2002

Domingos

Hoje é domingo, ou melhor, foi domingo. O domingo desta semana não foi uma coisa emocionante, mas pelo menos também não foi a tortura que costuma ser. Mas por que os domingos são tão massantes? Tudo bem, você pode dizer: "ah, os meus são legais", tudo bem, aceite que você é uma exceção. Muitas pessoas reclamam do domingo - pelo menos eu vivo reclamando e ouvindo reclamações, mas dificilmente alguém dá uma razão mais ou menos aceitável para tal. Eu, como a maioria, também não consigo, com objetividade, falar o que faz esse dia "sagrado" (Dominicus) causar tantos tormentos.

Vamos especular.

Quais são as desculpas mais comuns? Falta de o que fazer; Programação ruim da televisão; Falta de lugares onde ir. Existem várias outras, mas estas são as mais comuns, ao menos são as que eu lembrei agora (:). Vejamos, "falta de o que fazer"; Seria essa a resposta? EU não acredito. Acho que geralmente quem diz isto se engana, ou melhor, quer se enganar. Seria mais fácil a pessoa dizer: "Falta de obrigações a fazer", aí sim, ela estaria se aproximando da realidade. Bem, o que difere os dias da semana do domingo? As obrigações sociais, sejam elas estudo, trabalho ou qualquer outro compromisso diário (ou alguns dias por semana). A maioria dos dias das pessoas é repleto dessas obrigações. "Acordar, ir trabalhar, ir para a faculdade, voltar pra casa e dormir."; "Acordar, ir para o curso, para o colégio, para o clube.". Acaba-se vivendo nas horas vagas dos nossos dias, quando encontramos um amigo e vamos almoçar juntos, ou damos uma esticadinha depois da aula pra trocar alguns minutos de conversa no bar. E mesmo quando o dia da pessoa não é tão abarrotado de obrigações esta desculpa pode ser sempre válida. Há duas possibilidades: a pessoa não usa seu tempo livre pra nada durante os dias da semana. Se esse for o caso, a pessoa sente falta mesmo é das obrigações, pois eram são as únicas coisas que ela faz durante a semana; a outra possibilidade é da pessoa ocupar seu tempo livre com algo que realmente só seja possível fazer durante a semana, como ir ao museu ou a uma biblioteca, por exemplo. E nesse caso acho que a resposta mais certa seria a terceira. Mas cá entre nós, esses casos são muito raros. A segunda resposta: "programação ruin da televisão". Bem, acho que não tem muito o que falar sobre uma resposta dessas. Se a pessoa põe a culpa da sua infelicidade na programação da televisão significa que esta tem muita importância em sua vida. E se a televisão tem tanta importância significa que ela não sente vontade de autonomia, de controlar sua vida - e seu humor - da maneira que convier. A terceira resposta, "falta de lugares onde ir", talvez possa ser aceita, mas não em todos os casos, na verdade acho que em muito poucos. Muitas vezes esse falta de onde ir quer dizer que a pessoa sente falta de um lugar para ir com os seus amigos, relaxar e se distrair, coisa que se pode fazer com facilidade no sábado. Mas vamos ver: se a pessoa realmente quer ir relaxar com os amigos, por que tem que ser em um lugar comercial? Sim, porque o que não está disponível para se ir nos domingos é normalmente o comércio. Ou então é um lugar onde as pessoas vão por alguma obrigação assumida por elas e onde coincidentemente elas acabam se encontrando todos os dias (trabalho, curso, clube, faculdade, colégio, grupo, etc) .Acho que se a pessoa dá importância às pessoas com quem ela está e não ao lugar onde ela está, a pessoa não vai se importar com o lugar onde vai se encontrar. É obvio, há os lugares de preferência, mas quando estes não estão disponíveis há motivo para simplesmente não se encontrar? Que autonomia de vida é essa? Por que não pode ser um encontro na casa de alguém? Por que não pode ser na esquina? Sentado no meio-fio não serve? /; A outra possibilidade é da pessoa realmente gostar de frequentar lugares que não são possíveis de se frequentar no domingo. Bem, esse caso é compreensível (como o da biblioteca), no entanto isso vai ser uma questão pessoal demais. Os lugares onde eu gosto de ir, por exemplo, estão disponíveis todos os dias a toda hora, e se eu não os visito é porque sou fraco e não tomo iniciativa.

Certa vez um amigo meu, em tom de humor, me falou uma coisa que me fez pensar. Ele apontou o dedo pra mim e gritou: "Ahh.. Capitalista!!!". Então ele explicou o porquê dessa ofensa. Ele disse que eu não gosto do domingo porque as pessoas nesse dia não trabalham, então ficam em casa ou saem as ruas para relaxar, fazer o que gostam: passear, brincar, namorar, jogar, etc. Segundo ele isso me deixa irritado pois eu gosto de ver as pessoas trabalhando. Bem, isso na verdade serviu mais como uma diversão, o ponto interessante foi o fato de nunca ninguém ter me dito isso e eu tampouco ter pensado nisso antes.

Uma outra maneira de ver o motivo pra essa insatisfação com o domingo é um pouco deprimente, mas se analizada bem, pode-se ver que tem muito de verdade nela. O que é então? É o seguinte: durante a semana as pessoas adotam posturas rotuladas, e no domingo essas posturas, ou máscaras, se perdem na ausência da necessidade de elas serem adotadas. Compliquei tudo! Vou tentar dar exemplos. Durante a semana nós fazemos geralmente as mesmas coisas - a grosso modo - todos os dias (são aquelas obrigações que tomamos para nós para acharmos um lugar para nós no grupo social). E acontece que quando estamos executando essas tarefas nós tomamos uma posição, uma postura; quando estamos no trabalho somos trabalhadores e agimos como tal; quando estamos no colégio ou faculdade somos estudantes e agimos como tal. Fazendo isso nós deixamos de lado nós, como indivíduos únicos, e tornamo-nos um elemento genérico. Dessa forma não precisamos pensar como nós, e sim de acordo com o "papel" que estamos representando naquele momento. Aí quando chega o fim do dia a pessoa deixa de lado tudo isso, e volta a ser ela, mas (in)felizmente já é tarde demais e precisamos dormir. Esta postura toda cai no domingo. Nós nos despimos das fantasias de carnaval e voltamos a ser nós mesmos. E pior, durante um dia inteiro. Não há cansaço como desculpa. Somos livres pra sermos nós mesmos! E aí, o que vemos? Vemos que não somos nada! Nada, absolutamente nada! Passamos tanto tempo escondidos atrás das máscaras que esquecemos quem somos - talvez nunca tenhamos sabido. Então nos tornamos uma coisa fraca, estranha, perida. Apenas sobrevivemos ao domingo. E isso pode ser ainda pior. Ao nos desvenciliarmos dos véus que nos encobrem, no domingo, damo-nos de cara com nós mesmos. Então percebemos que somos algo, mas algo feio, sem graça, longe daquilo que gostaríamos de ser, ficamos então desesperados. Procuramos nossas fantasias, mas elas não podem ser vestidas. Ficamos loucos, perdidos, agressivos, decepcionados, frustrados, deprimidos, arrependidos, chateados, enlouquecidos. E algo agrava tudo: você não é o único. Como se não bastasse estarmos nessa situação, temos que aguentar as outras pessoas, que encontram-se em igual estado. Deploráveis. Não temos paciência para conosco - ah, se pudéssemos não estar conosco o dia todo! - imagine se teríamos para com os outros. Ah, não definitivamente não. Ficamos aí ainda mais
frustrados, chateados, irritados...

Bem, como eu disse no começo, não sei porque o asco com o domingo, tentei aqui apenas dar uma especulada. Como se eu transcrevesse meus pensamentos.

E você, o que você acha do domingo?

domingo, maio 26, 2002

O Inicio

Não sei se terei saco para escrever sempre alguma coisa aqui. Não sei se vou gostar de escrever alguma coisa aqui. Não sei se vão gostar de ler alguma coisa daqui. Não sei sequer se alguém vai ler o que estará escrito aqui...

Não sei o que me deu pra criá-lo. Já fiz essa cagada uma vez no passado. O blog morreu de fome com apenas 2 postagens. Bem, não espero que esse dê certo, acho que não espero mais nada...